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1 de outubro de 2014

Primeiramente boa noite #40 – Seria o mundo dividido entre Mr. Bigs e Aidans?

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por Gian Lucca:

aidan mr big sex and the city team aidan

Recentemente resolvi rever uma série que já tivesse terminado. Fui bem ridículo ter a audácia de postar no Facebook “Sex And The City ou The OC?”. Uns 10 comentários para ver The OC contra 1 só pra Sex And The City. É isso, seria mais interessante ver O.C. porque desligaria do mundo e ia rever romances surreais-juvenis, eles que não existem e sua única função é fazer você se desligar do mundo. Já S.A.T.C. ia me levar pra uma realidade, mostrar perrengues verdadeiros-hollywoodiados e ir até Aidan e Miranda, meus personagens favoritos. Todo mundo que sabe ou assistiu essa série quer saber em qual das quatro mais se encaixa, mais se parece. Sou a Miranda. Só pensa em trabalho, até trepa mas tem uma certa dificuldade,acha as pessoas feias as mais bonitas e, claro, tem aquele ar puro e ousado.

Primeira, segunda e terceira temporada. No percurso, em resumo pra relembrar: Mr. Big se casou com a Natasha quando foi trabalhar em Paris, Charlotte acabava de conhecer Trey-broxa-joinha, Samantha tinha saído com um cara de 1,50m, Miranda vira sócia da firma e Carrie compra uma poltrona de couro maciço numa feira de design, conhece Aidan e chegamos na teoria final: É muito Mr. Big pra pouco Aidan.

Big é o tipo “cara foda”,charmoso, trabalha em banco, usa terno 700 fios egípcios de cor cinza-chumbo, faz carinho com a perna por debaixo da mesa. Agora saindo da ficção, Mr. Big é aquele cara que você vai fazer você sofrer. Existem ‘Mr. Bigs’ surfistas, jornalistas, vendedores, publicitários, advogados, professores, enfim, tem Mr. Big pra caramba pra você se ferrar. Porque ele é cheio de dúvidas, diz que não quer namorar e aparece casado três meses depois (com outra, claro), sai da sua vida e volta como se nada tivesse acontecido.

Aidan usa Paco Rabbane, camisa rasgada, faz móveis, monta uma banheira com luz de velas pra você tomar banho, reforma seu apartamento, tem um cachorro, a coisa que mais odeia é ver você prejudicando sua saúde fumando, fala que te ama enquanto trepa e por aí vai. Os ‘Aidans’ também são surfistas, jornalistas, enfim, mas eles são o que? Raros. Isso, eles são raros. O que acontece quando se tem um Aidan por perto? Fica pensando nos ‘Mr. Bigs’, responde todas as mensagens, faz joguinhos virtuais e curte foto que não podia no Instagram, enquanto maltrata o coitado do Aidan até ele pedir desculpa sem ter feito nada, fala que tá com dor de cabeça, termina o relacionamento por WhatsApp dizendo “Eu não queria te falar isso por aqui, mas eu tô um pouco confuso (a) nesse momento da minha vida e queria um tempo” entre várias outras coisas.

Tive que parar pra reler tudo que tava acima, pra não me perder, mas me perdi e não consegui terminar esse post por motivos de: raiva do ser humano. Por que a gente é tão imbecil? Me manda um email, vamo falar do teu Mr. Big, vamo procurar esse Aidan aí pro teu coração. Vamo? Até semana que vem, pessoal.

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30 de setembro de 2014

A volta da beleza clean e sobrancelhas ao natural

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

sobrancelha-natural

Quem acompanha a gente pelo instagram (segue aí!), sabe que algumas semanas atrás, fomos convidadas pela M.A.C para um bate-papo com a artista Jake Falchi. Nessa conversa ela contou pra gente um pouco sobre as tendências de beleza para o verão 2015 e não fiquei surpresa quando ouvi a Jake dizer que a beleza estava tomando um caminho mais natural.

Natural não significa somente uma pele simples, hidratada e iluminada, com cara de saúde. Além disso, estamos caminhando para uma valorização das coisas que considerávamos defeitos, como um batom manchadinho, sem contorno perfeito e até olheiras não mais escondidas, como vimos no desfile de verão 2015 da grife Yang Li Sim na Paris Fashion Week.

Quase toda vez que eu escrevo um post sobre moda ou tendências eu sempre digo: Não são as passarelas que ditam as tendências. Faz tempo que isso mudou, diria que isso mudou lá nos anos 60. O comportamento das ruas e o desejo das pessoas é que comanda a linha que a moda, a TV e que todas as outras artes vão seguir. A indústria da beleza está prestando atenção na força que o movimento feminista está tomando e principalmente os vários movimentos de #nomakeup que tomou conta das revistas, mídia e redes sociais, inclusive o nosso querido #TerçaSemMake.

beleza-sobrancelha-natural_

Até Nick Gravelis, vice-presidente da M.A.C disse em uma recente entrevista (vale a leitura) que acredita que a necessaire da mulher vai ficar cada vez menor e a grande tendência do futuro é que se use menos maquiagem. Seja porque as mulheres estão cansadas de ter que parecer bonecas perfeitas o tempo todo ou pela rotina que parece ficar cada vez mais corrida, a verdade é que é evidente: Está acontecendo uma revolução na beleza.

Pesquisando a beleza das últimas semanas de moda que aconteceram eu percebi algo que já tinha percebido por aí em alguns blogs de street style e tumblr: A volta das sobrancelhas ao natural, do jeitinho que elas nasceram ou pelo menos, o mais próximo disso possível. Quase todas as modelos estavam exibindo com orgulho seus “pelinhos a mais” sem nenhum sinal que a pinça passou por lá. Todas as makes em sua maioria bem naturais, pareciam querer destacar esse detalhe.

O que vocês acham desse novo caminho da beleza? Tem cheiro de revolução ou só mais uma tendência?

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29 de setembro de 2014

Eleições majoritárias, proporcionais, votos nulos e brancos: você sabe o que acontece com o seu voto?

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por Marília Lamas:

urna-eletronica

Daqui a poucos dias, vamos às urnas para dizer quem são os nossos escolhidos para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O horário eleitoral gratuito já está rolando há um tempo, mas o grande aumento de audiência da TV paga nesse período é apenas um dos sinais de que nem todo mundo tá muito aí pro que os candidatos têm a dizer — o que é uma pena, porque, por mais compreensível que seja o desânimo com a política, desinteressar-se e abandonar o assunto não traz nenhum benefício pra gente, só prejuízos.

Digo isso porque as eleições vão continuar acontecendo, políticos vão continuar sendo eleitos e o melhor que você tem a fazer por você mesmo e pela sociedade em que você vive é se importar com isso e gastar um pouquinho do seu tempo pesquisando para fazer uma escolha que reflita as suas expectativas, aquilo que você pensa, as demandas que você acha mais importantes. A Carol já explicou qual a função de cada governante e de quem cobrar as melhorias do nosso país neste post. Mas, antes de decidir em quem votar, é fundamental que você entenda como funciona o sistema eleitoral. Então vamos em frente que vou explicar tudo!

Como funciona o sistema majoritário

Os cargos de presidente, governador, prefeito e senador são definidos por meio do sistema majoritário. Este sistema é fácil de entender, mas tem alguns detalhes. Por exemplo: para ser eleito presidente da república, governador de um estado ou prefeito de um município com mais de 200 mil habitantes, um candidato precisa ter mais da metade dos votos válidos (ou seja, excluem-se os votos nulos e brancos dessa conta). Se nenhum candidato ao cargo conseguir a votação suficiente, acontece o segundo turno. Já nas eleições para senador e para prefeito de municípios com menos de 200 mil habitantes não há possibilidade de segundo turno, porque basta obter a chamada maioria relativa: ganha o candidato mais votado, mesmo que ele tenha recebido menos da metade dos votos válidos.

O que é o sistema proporcional

Mas e os deputados federais, estaduais e os vereadores, como são eleitos? Esses casos são regidos pelo sistema proporcional, em que são considerados em primeiro lugar os votos totais do partido ou da coligação (nome que se dá à aliança entre dois ou mais partidos) e é necessário fazer uma conta para chegar-se ao resultado da eleição. Vale lembrar que, para esses cargos, existe a opção de votar na legenda: você não precisa escolher um candidato específico, pode dar seu voto para um partido.

Sei que à primeira vista parece um pouco complicado, mas se eu, que nunca fui brilhante em matemática, entendi a conta, você também consegue. =) Funciona assim:

Primeiro, divide-se o total de votos válidos (de novo, todos os votos que não foram nulos ou brancos) pelo número de vagas disponíveis para o cargo em questão. O resultado dessa conta é o chamado quociente eleitoral. Depois, para saber a quantas vagas cada partido ou coligação vai ter direito, divide-se o número de votos que o partido/coligação teve (a soma dos votos recebidos por todos os candidatos daquele partido ou coligação e dos votos que foram para a legenda) pelo quociente eleitoral que foi calculado lá em cima. A partir daí, o partido/coligação distribui as vagas que recebeu entre os seus candidatos mais votados.

Vamos a um exemplo prático com números hipotéticos. Digamos que, numa eleição para deputado estadual, houve 120.000 votos válidos para preencher 10 vagas. O quociente eleitoral, então, é de 12.000. Agora suponhamos que havia quatro coligações disputando esta eleição:

  • Coligação 1 (Partido A, Partido B + Partido C + Partido D + Partido E): 10 candidaturas

Candidatos: a (8500 votos), b (8000 votos), c (7500 votos), d (7000 votos), e (6500 votos), f (6000 votos), g (5500 votos), h (5000 votos), i (4500 votos), j (3000 votos).

Total de votos: 61.500

Vagas obtidas: dividindo-se o total de votos da coligação (61.500) pelo quociente eleitoral (12.000), chega-se a 5.12, ou seja, 5 vagas. São eleitos os candidatos a, b, c, d, e.

  • Coligação 2 (Partido F + Partido G): 5 candidaturas

Candidatos: k (7000 votos), l (6500 votos), m (6000 votos), n (3000 votos), o (2000 votos)

Total de votos: 24.500

Vagas obtidas: 24.500/12.000 = 2.04 = 2 vagas. São eleitos os candidatos k, l.

  • Coligação 3 (Partido H + Partido I): 4 candidaturas

Candidatos: p (8000 votos), q (7500 votos), r (7000 votos), s (2500 votos)

Total de votos: 25.000

Vagas obtidas: 25.000/12.000 = 2.08 = 2 vagas. São eleitos p, q.

  • Coligação 4 (Partido J sozinho): 1 candidatura

Candidato: t (9000 votos)

Total de votos: 9000

Vagas obtidas: 9.000/12.000 = 0.75 = nenhuma vaga.

Note que o candidato t foi o mais votado de toda essa nossa eleição hipotética, mas ele não foi eleito, porque seu partido não alcançou o quociente eleitoral. Enquanto isso, outros candidatos alcançaram votação bem menos expressiva, mas conseguiram se eleger, ajudados pelos votos de outros candidatos de seus partidos e coligações.

Isso ajuda a explicar por que muitos partidos apostam nas candidaturas de pessoas famosas — jogadores de futebol, cantores, “mulheres-fruta” — como estratégia eleitoral, para “puxar votos”. Conhecidas do público, essas figuras são “iscas eleitorais”, porque acabam aumentando o número total de votos do partido, ajudando-o, assim, a conquistar mais cadeiras. Um candidato muito votado pode eleger com ele uma série de outros que receberam poucos votos, apenas porque o partido garantiu aquelas vagas.

Talvez o exemplo mais extremo disso tenha sido o que aconteceu na eleição de 2002, quando Enéas Carneiro recebeu sozinho 1,5 milhão de votos para o cargo de deputado federal e assim elegeu mais cinco colegas de seu partido, o extinto Prona — um deles com apenas 275 votos (!). O caso provocou reações indignadas de outros candidatos, além de suscitar pedidos por uma reforma nesse sistema.

Da mesma forma, você pode votar em um candidato de um partido e acabar ajudando a eleger alguém de outro partido, só porque faz parte da mesma coligação! Por isso, tão importante quanto conhecer o partido a que pertence o seu candidato é saber se ele faz parte de alguma coligação e avaliar os demais candidatos desse partido/coligação. Porque o seu voto pode acabar beneficiando um deles, indiretamente.

O que acontece com votos brancos e nulos

Outro assunto que gera dúvida é o que acontece com os votos brancos e nulos. Na urna eletrônica brasileira, se você digitar um número que não está associado a nenhum candidato e apertar a tecla “confirma”, seu voto é anulado. Mas existe também a opção de usar a tecla “branco”, para votar em branco. Tanto os votos nulos quanto os votos brancos são descartados, considerados inválidos. Há quem pense que o voto em branco é computado para o candidato que tiver mais votos, mas isso não é verdade, é boato. Na prática, o destino final dos votos nulos e dos brancos é rigorosamente o mesmo: eles não são contabilizados para nenhum candidato e por isso são excluídos da conta final.

É bom ter em mente que, no caso das eleições majoritárias em que é necessário que o candidato atinja mais da metade dos votos válidos para ser eleito (presidente, governador e prefeito de município com mais de 200 mil habitantes), votar branco ou nulo pode facilitar a vida do candidato que está na frente, afinal, quanto menos votos válidos uma eleição tiver, menos votos esse candidato precisa para se eleger.

Tem mais um mito envolvendo os votos nulos e brancos: a ideia de que eleição pode ser anulada por causa deles. Se a maioria dos eleitores votar em branco ou anular o voto, a eleição vale assim mesmo! Muita gente pensa o contrário, devido a uma interpretação errônea do artigo nº 224 do Código Eleitoral Brasileiro, que diz que haverá outra eleição caso a nulidade atinja mais que 50%. Só que nulidade de voto é uma coisa e voto nulo é outra. Nulidade, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem a ver com a ocorrência de fraudes eleitorais, não de votos nulos. Ou seja, a Justiça Eleitoral só vai anular uma eleição se for comprovada alguma fraude em mais da metade dos votos, ou se o candidato eleito por maioria de votos for condenado por alguma irregularidade (por exemplo, compra de votos). Se nada disso acontecer, a votação é válida, mesmo que 99,99% dos eleitores tenham anulado o voto, mesmo que uma única pessoa (que pode ser um candidato, por exemplo) tenha dado um voto válido!

Por isso é que a gente deve sempre desconfiar desses “memes” sobre política que circulam nas redes sociais… A internet é ótima pra se informar, desde que você consulte fontes confiáveis. Em caso de dúvidas sobre a legislação eleitoral, por exemplo, o ideal é checar o site do TSE – e não o Facebook, combinado?

Acompanhe o trabalho do seu candidato depois da eleição de um jeito muito fácil

Agora você já sabe como são eleitos os vereadores e deputados pelo sistema proporcional e como funcionam os votos brancos e nulos. Isso já é muita coisa, mas não basta: não dá pra votar e depois apagar da memória quais foram os seus candidatos. É preciso acompanhar e avaliar se eles correspondem às expectativas que você tinha quando os escolheu para seus representantes.

Uma boa maneira de fazer isso é por meio da Newsletter Incancelável, uma novidade bacana que eu descobri há pouco tempo. Nesse site, você informa quem são seus candidatos e passa a receber, todo mês, um e-mail com uma espécie de clipping com as principais notícias sobre eles. Isso é legal porque dificilmente a gente esquece em quem votou para presidente ou governador, mas outros cargos às vezes acabam “passando batido” depois que a eleição acaba. Não deixe que isso aconteça: todos os cargos políticos têm papel fundamental para a sociedade, legislando sobre assuntos de interesse nacional, fiscalizando a aplicação de recursos públicos, entre outras coisas.

Parece blá-blá-blá, mas é assunto sério mesmo: tudo o que um político corrupto quer é que você “deixe pra lá”, esqueça em quem votou e assuma de cara que “político é tudo igual”. Deixar pra lá é mais fácil e dá menos trabalho, mas vale a pena pôr a preguiça de lado, pesquisar e ficar de olho. É da sua vida que a gente tá falando, afinal! E não dá pra reclamar do país sem assumir a responsabilidade que é sua também, né?

Link Newsletter: Incancelável.

assinatura Marília_1

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26 de setembro de 2014

Santiago do Chile Parte II – Vinícola, Ski, Restaurantes e Compras

Por Carol Guido / carol@girlswithstyle.com.br

chile-2

Hola, chicas! hahaha

Esta é a segunda parte do post sobre Santiago e quem quiser ver a primeira, só clicar aqui ó:

Santiago do Chile Parte I – Quanto custa, onde se hospedar e os meus passeios prediletos

Pra quem chegou desavisado, eu voltei do Chile há 3 semanas e estou falando tudo sobre os passeios que fiz por lá, aqui no blog.

Hoje vou dar mais dicas das coisas que ficaram faltando no primeiro post: passeio até a Concha y Toro, tentativa de esquiar em Valle Nevado, os restaurantes que fui e gostei, e lugares pra fazer compras.

Vambora?

vinhos

Visita a uma vinícola

Eu fui na vinícola que todos os brasileiros vão, na Cocha y Toro. Mas existem muitas outras, só que a gente queria ir nessa por que é o vinho que mais se toma aqui em casa, então queríamos muito conhecer.

O tour básico te leva pra passear na propriedade dos fundadores da Cocha y Toro (um casarão enorme estilo fanzendeiro de novela da Globo), as plantações de uva e também por dentro da cave, onde os vinhos ficam armazenados. Neste meio tempo o guia vai ensinando tudo sobre a produção dos vinhos, colheita, tipos de uva, etc. Eu já esqueci tudo, claro. haha

E eles também te levam até onde ficam os barris do famoso vinho Casillero del Diablo. Nesta hora, apagam-se as luzes, rolam uns vídeos e efeitos de áudio pra contar toda a lenda deste vinho, num formato bem turístico, mas super válido. hehe Eu me diverti!

Ah! Tem degustação de 4 vinhos durante o passeio.

Além disso, a Cocha y Toro é um lugar que não precisa de agência de turismo pra te levar. Dá pra pegar o metrô e depois um taxi pra completar o caminho (no taxímetro da um pouco menos que $3.000). Na volta tem vans gratuitas da própria vinícola pra te levar até o metrô.

O tour tradicional custa $9.000. A boa é ver se no seu hotel tem panfletos de divulgação que dão desconto de 15%. Em todo lugar tem.

Pra vocês terem noção da economia de ir de maneira independente ao invés de uma agência: gastei em torno de $12.000 por pessoa pra ir e voltar (com transporte e o tour). Se fosse no esquema turistão, o preço era em torno de $30.000 por pessoa.

 valle-nevado

Pra quem vai no inverno – Ski no Valle Nevado

Acho que o ponto alto da minha viagem foi ver a neve. Foi tipo cena de filme, fiquei encantada.

Por outro lado, esquiar em si foi um desastre. Levei um tombo que machucou meu joelho logo de cara e fiquei inválida o resto do passeio. Mas de qualquer forma, se eu não tivesse caído, bem provável que ficaria sentada por opção. Não sei praticar esportes. Ainda mais radicais.

Pra quem se interessar, são 3 estações próximas a Santiago: Farellones, El Colorado e Valle Nevado.

A primeira não tem muito ski em si. São pistas pequenas com outras atividades tipo ski bunda (com uma boia), tirolesa, etc. Se eu tivesse com pessoas menos aventureiras, teria ido nessa. hahaha

El Colorado eu não sei muito, mas é uma estação boa, com estrutura, mas não tão grande e famosa como Valle Nevado.

Valle é o maior centro de ski do Chile. O lugar fica a mais ou menos 1h de viagem de Santiago e pra chegar lá você precisa ir com uma agência. Alugar carro pode ser perigoso pra quem não está acostumado a dirigir na neve, ainda mais num caminho tenso, com curvas MEGA fechadas. Se você for meio fresca, leva um plazil. Tem gente que enjoa.

A agência que eu fui se chama All to Ski. Tem um brasileiro bem simpático que trabalha lá chamado Paulo. Ele dá várias dicas boas pra você não entrar em furada.

O ônibus era meio feio e tosco, mas ok.

A boa também é alugar sua roupa térmica e equipamento de ski em Santiago. A agência All to Ski tinha um preço bem bom, principalmente pras roupas. Mas aviso logo que você não vai ficar toda gatinha, os looks são feios. E algumas vezes já muitooo usadas por outras pessoas. EW.

Pra entrar na estação você também tem que pagar. A boa pra economizar nestes casos é procurar promoções que as empresas de celular fazem com as estações. Você compra um chip pré pago e tem direito a 50% de desconto no ingresso da estação. Bom, né? Nós fizemos isso e foi a melhor coisa.

Outra dica é levar seu próprio lanche. A comida no barzinho da estação é cara. Mas se for pedir uma bata frita e um refri, por exemplo, não é nada que vá te fazer falir.

Por falar em caro, esquiar (ou fazer snow) em si, é uma baba. Sim, você gasta com aluguel de roupa, de equipamento, entrada na estação, aula. No baixo? Uns R$500. Pra um dia de brincadeira. Ouch!

Mas como falei, a experiência foi maravilhosa. Eu amo frio, amei a neve, então valeu muito a pena.

 restaurantes-

Lugares pra comer

  • Garlic

O Garlic foi o primeiro lugar que comi em Santiago porque ficava do lado do meu hotel e me apaixonei de cara! O lugar é pequeno, simples e aconchegante. A especialidade são as massas, mas também há pratos chilenos. Lá você pede entrada, prato principal e sobremesa por $9.000 (R$39).

  • Galindo

Restaurante super tradicional, fica próximo ao Cerro San Cristobal e La Chascona, ou seja, super bem localizado. Lá você vai comer pratos típicos chilenos por um preço justo e sabor incrível. De empanadas (tipo pastéis de forno), à parrilladas (prato giga que vem com todo tipo de carne na brasa #churrasfeelings e batatas de acompanhamento). E se quiser curtir um pisco souer, pague um pouco a mais e experimente um que tem um limão especial (acho que é siciliano, mas não tenho certeza). No cardápio vocês vão achar. É muito bom!

  • Sur Patagonico

Dica maravilhosa de um amigo do meu ex trabalho. Comi o prato do dia, que era um mega filé com saladinha e batata (purê, frita ou rústica) + cerveja artesanal por $11.000 (R$47). Mas que comida maravilhosa. Até salivei escrevendo isso. E fica numa ruazinha muito fofa, com uma sorveteria maravilhosa logo em frente.

  • Heladería Emporio La Rosa

Esta sorveteria é uma delícia!!! Eles se gabam de serem considerados uma das 25 melhores sorveterias do mundo e eu devo dizer que não me arrependi. Pode provar os sabores a vontade e escolher. O mais louco é o sorvete de rosas brancas, que dá nome ao local. Provei e odiei. haha

compras

Compras

  • Brechó Nostalgic

Tem um brechó super famoso em Santiago chamado Nostalgic e eu achei a melhor dica de compras ever! Lá sim você vai encontrar peças legais, estilosas, pã. Ainda assim, eu não achei a maior pechincha do mundo em termos de preço (só comprei um relógio), mas quem procura acha. Tem que ter aquela paciência básica que todo brechó exige. Tirei umas fotos meio clandestinas pra dar uma noção do lugar pra vocês.

Como eles tem várias filiais, vale se programar pra ir em uma que esteja próxima dos seus passeios naquele dia.

  • Outlets

Pra quem curte comprar coisas de marcas como Polo, Lacoste, Adidas, Reebook, Calvin Klein, Billabong, Roxy, Vans, ou quer investir em roupas térmicas de frio, este lugar é ótimo. Não tem quase nada super estiloso. Eu só comprei um Vans novo #vícioalert.

Os outles ficam meio afastado de tudo em Santiago, mas tem muita coisa e opções mais baratas que o Brasil. Só não chega aos preços dos EUA. São três “shoppings” (que são na verdade enormes galpões), um quase do lado do outro.

Nós fomos de metrô até a estação Vespucio Norte e depois pegamos um taxi. Na volta, pegamos um ônibus mesmo até a mesma estação da ida.

  • Shopping Costanera Center

Fui em uns 3 shoppings por lá (pegar dias chuvosos dá nisso) e o que eu mais gostei sem dúvidas foi este Costanera. Apesar de ele não ser o mais bonito, é o que tem H&M, a loja que eu normalmente tenho maior aproveitamento em viagens e não existe no Brasil. Comprei uma camiseta do Star Wars, uma blusa preta compridinha e arrumada pra usar com legging, um short preto e uns anéis. Tudo deve ter dado R$120.

O shopping é giga, com mais de 6 andares, se não me engano. Então sim, tem tudo que você precisa.

Fica quase ao lado do metrô, então é super tranquilo de chegar.

  • Shopping Parque Arauco

É o shopping mais bonito, com uma área externa super legal cheia de restaurantes legais, e etc. Mas sei lá, moro no Rio, aqui tem coisas tão legais quanto. Pra quem é de cidades menores no Brasil, acho que deve valer bem mais a pena. E é lá que fica a Forever 21 de Santiago. Os preços são ótimos e por causa da cotação, um pouco melhores que os daqui.

Pra chegar lá, só de taxi ou caminhando uma meia hora da estação de metrô. Nós fizemos isso e foi bem legal. O bairro em torno é lindo e residencial.

 

Dicas finais – Não caia nestas furadas:

  • Passeios com agência de turismo locais

Muitos hotéis e albergues fazem propaganda de agências de turismo que te levam pra fazer passeios que você pode muito bem fazer sozinho e gastar bem menos. Como falei, na minha opinião, só compensa contratar agência pra ir pra estações de esqui. Fora isso, dá pra fazer tudo de maneira independente.

  • Almoçar dentro do Mercado Central

Li vários blogs que davam a dica de almoçar dentro do Mercado Central, que a comida é maravilhosa e vale a pena. Mas aí eu fui toda pimpona e me deparei com preços de pratos em torno de $90.000! Sim, você leu certo: noventa-mil-pesos-num-prato-pra-dois.

Tá louco.

No fim, não achei o lugar nada demais. É um mercadão de comidas típicas e peixaria, mas se você tiver sem tempo na cidade, na minha opinião, nem precisa ir.

 

E ufa! Acho que é isso.

Agora vou me dedicar em editar os vídeos que fiz por lá, pra postar semana que vem, na última parte desta série de posts.

Quem quiser ver mais dicas de lugares legais que já visitamos pelo mundo, só clicar na categoria “viagens” no menu aqui da lateral.

 

Dúvidas? Sugestões? Deu vontade de conhecer Santiago? Contaí nos comentários!

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25 de setembro de 2014

Buzzcut: Minha decisão de raspar o cabelo

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por: Letícia Monteiro

buzzcut

“Bonita até careca”. Esse foi um “elogio” que eu ouvi bastante desde que decidi raspar meus cabelos. E que me fez pensar em como a gente escorrega em ser verdadeiramente gentil e respeitoso com as outras pessoas sem perceber, por causa de preconceitos tão arraigados no senso comum que passam batido pra maior parte das pessoas. Ouço muita gente reclamar de outros elogios duvidosos piores do que esse, tipo “nossa, você é gordinha mas tem um rosto lindo!”, ou “tão bonita, que pena que é cadeirante”. E aqueles comentários pavorosos sobre negras que “Ficariam lindas se dessem um jeito no cabelo”? En-fim.

Pra mim, raspar o cabelo não foi nada assim tão radical. Nunca tive muito apego a cabelo comprido – na verdade, nunca consegui deixar ele crescer muito além dos ombros, no máximo, porque tenho uma “coceira” permanente pra mudar de visual. Não aguento ficar com a mesma cara por muito tempo. E cortar o cabelo é minha mudança favorita, porque é reversível (cabelo cresce), mas dura um tempo que não exige retoques constantes, tipo pintar as unhas (TETESTO).

Eu sempre curti a ideia de fazer um buzzcut pelo menos uma vez na vida, mas a vontade aumentou no ano passado, quando cortei um pixie bem curtinho pela primeira vez. Além de ter amado o ventinho na nuca, percebi que o meu cabelo cresce bem mais rápido do que eu imaginava. A própria decisão do pixie demorou um pouquinho mais do que eu normalmente levo pra fazer alguma maluquice capilar, porque – ai, por mais feminista que a gente seja, tem tanto ainda pra desconstruir em si mesma, né? – fiquei com medinho dos caras não me darem bola. O medinho passou uma vez em que tava conversando sobre isso com uns amigos num boteco e alguém falou “Mas pô, você não tá solteira mesmo com cabelo grande”? Good point.

Então, na hora de raspar eu já não tava nem aí pro que os caras iam pensar (e só para constar, o pixie fez o maior sucesso com os boys, o buzzcut também tá fazendo). Fiquei com calor, tive vontade, fui numa loja de eletrodomésticos e comprei uma máquina. Escolhi uma baratinha porque né, não sabia nem se eu ia gostar, quanto mais repetir o corte. Fiz sozinha, no meu banheiro mesmo, usando um espelho de mão pra dar uma olhada na parte de trás. Foi mais difícil do que eu pensava e na verdade ficaram umas falhazinhas na nuca, então eu aconselharia pedir ajuda pra alguém na hora de tentar rapar a cabeleira.

buzzcut-LETICIA

Primeiro cortei com tesoura bem curtinho, de qualquer jeito mesmo, porque percebi que não ia rolar fazer Britney. A máquina não ia funcionar direito no cabelo comprido. Comecei passando a máquina no pente 4 e a ideia inicial era raspar zero, mas na hora achei que ia estranhar muito e talvez não ficasse tão bonito. Acabei optando pela máquina 1, que deixa os fios curtinhos a ponto de aparecer um pouco o couro cabeludo, mas ainda marcando presença de cabelo, digamos assim. As partes mais difíceis, além da de trás da cabeça e nuca, são atrás das orelhas e nos rodamoinhos (descobri que tenho nada menos que três!), que exigem que você passe a máquina em vários sentidos diferentes para ficar uniforme.

Eu amei o resultado! Estou me sentindo linda, fresquinha, maior liberdade. Também estou me divertindo em brincar com contrastes, usando vestidinhos românticos, brincos estilo princesinha e maquiagem fofa. Antes, estava com uma franjinha bem menininha e me jogava nos meus amados looks boho, grunge e tomboy; agora faço o contrário e sou uma bonequinha careca porque tô aqui pra confundir!

Aconselho fortemente todas as garotas a se desprenderem da ideia de que existe “cabelo feminino”, e ainda mais de que “homem prefere isso ou aquilo”. Até porque o que adianta eles gostarem de algo em você se você sente vontade de ser ou experimentar outras coisas? A opinião que mais importa é sempre a sua própria. Como bem disse a Isa Freire nesse post, “Minha beleza não derivava nem do meu cabelo, nem de nenhum outro atributo físico. Minha identidade, minha beleza, minha segurança, minha força e minha coragem não estavam no meu cabelo, estavam dentro de mim, onde sempre vão estar.”

Tenha menos medo de passar a tesoura (ou navalha, ou máquina) nos fios, eles têm o resto da sua vida pra crescer o quanto você quiser. E se alguém te disser que você é “bonita até careca” (como se ser careca fosse a pior coisa do mundo, né), sugiro a resposta que eu tenho usado: “Mas claro que sou, eu não sou bonita só por causa do meu cabelo, oras”!

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