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25 de fevereiro de 2015

Primeiramente boa noite #54 – Garota eu vou pra Tailândia

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

#54

Califórnia já era. Existe o novo destino-desejo de todas as pessoas do seu Instagram: o negócio é ir pra Tailândia. Fico me perguntando quando vejo uma foto em Phi Phi Island (é tão doido quando tanta gente vai pro mesmo lugar que você acaba decorando o nome do lugar sem nem ter ido, porque todo mundo fez exatamente a mesma foto) como é que essas pessoas, no caso meus amigos (jornalistas, designers, músicos, uns advogados mais coxinha) tiveram dinheiro pra ir sendo que só a passagem é uns 5 pau. Vai de Emirates, festinha top em Bangkok e open espetinho de escorpião. Ou a galera tá ganhando bem com uns puta emprego na área e eu que sou fodido mesmo ou tem jabá de monte rolando por aí. Também quero, me dêem um aí.

Vai lá. 1, 2, 3 dias sonhando com aquele ex-pseudo-escroto-doentio-romance. E sonhando tipo sério. Primeiro dia tava me seguindo na rua, segundo me salvando de um tiro (tô vendo muito Império) e o terceiro dando um malho gostoso dentro da piscina. Continua no terceiro dia e de bobeira instala o Tinder pela décima vez. Meia horinha depois tava lá o ex-etc-etc, com 6 fotos no perfil. Só na conquista do olhar. Fiquei pensando se eu devia ir dar um oi. Tô louco achando sinais onde não tem?

Queria tentar encaixar num parágrafo só pra não ficar demais no falatório os assuntos Oscar, carnaval e tatuagem de aquarela. Oscar é aquilo de sempre, só que agora todo mundo entende e comenta nas redes sociais: “achei a direção de fotografia maravilhosa”. Carnaval acabou, passou, teve roda-a-roleta da pegação com estranhos e finalmente a época mais esperada desde que 2014 começou: “só vai melhorar depois do carnaval de 2015, ainda tem Copa do Mundo e Eleições”. Agora fica complicado pra mim porque tem gente que eu gosto com tatuagem tipo aquarela, mas tô torcendo bastante pra essa moda passar: “Gian!!!!! fiz minha primeira tatuagem, um lobo no braço, colorido tipo imitando aquarela!” Putz… Vem cá miga, vamo conversar.

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24 de fevereiro de 2015

E afinal, aonde está a mulher na cultura pop nos dias de hoje?

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

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Janeiro e Fevereiro são sempre movimentadíssimos com as grandes premiações de cinema, TV e música e obviamente junto com os prêmios vem os bafões da noite. Semana retrasada eu falei sobre o Grammy, o discurso do Obama e sobre alguns casos de agressores famosos que ainda se mantém nos braços do público. Pois domingo foi a cerimônia do Oscar e mais uma vez estava lá o feminismo se fazendo presente no discurso da Patricia Arquette: “Para todas as mulheres que deram à luz a todas as que pagam impostos e cidadãs desta nação. Nós precisamos lutar pelos direitos iguais para todos. É nossa hora de ter salários iguais de uma vez por todas e para todos e direitos iguais para as mulheres dos Estados Unidos da América.” Eu só mudaria uma coisinha nesse discurso: é hora de direitos iguais para as mulheres do mundo todo.

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Vocês já analisaram a cultura pop como um todo e pararam pra pensar no papel que as mulheres tem dentro dela? Embora tenhamos tido discursos maravilhosos no Oscar desse domingo sobre feminismo e ainda contra o racismo e homofobia, além dos prêmios exclusivamente femininos, não temos mulheres sendo indicadas a quase nada. Nas categorias principais como direção então nem se fala. Será que não temos mulheres boas diretoras e produtoras ou apenas a sociedade não nos dá o valor merecido? Quem tem esse discurso pronto na ponta da língua e não tem medo de falar sobre são minhas duas humoristas feministas favoritas do mundo todo: Amy Poehler e Tina Fey. Em todas as vezes que essas lindas apresentaram o Globo de Ouro, o feminismo foi o assunto principal em suas piadas. Sempre de um jeitinho especial elas deixavam claro o quão injusta é a indústria do entretenimento com as mulheres, sempre exigindo sua perfeição. Esse ano brincaram com a própria Patricia Arquette, ganhadora do prêmio, dizendo que “é possível ter um bom papel feminino depois dos 40 contanto que você comece a fazê-lo ainda nos 30”, entre tantas piadas onde deixavam bem claro o incômodo com o preconceito com as mulheres e sua falta de reconhecimento profissional. Em seus livros, tanto Tina quanto Amy contam suas trajetórias pessoais e profissionais e todos os percalços que passaram pra chegar onde estão hoje e assim como todas as mulheres, ambas podem dizer que não é fácil matar tantos leões por dia para serem reconhecidas.

Vocês já ouviram falar no teste de Bechdel? É um teste que confere se um filme ou série segue algumas regras: ter pelo menos duas mulheres com nomes que conversam entre si sobre algo que não seja um homem ou relacionamentos. Simples né? Pois agora pare pra pensar nos grandes sucessos de bilheteria e procure filmes que não tenham personagens femininos que não seja apenas escada ou suporte para o protagonista homem. São muitos, não é? A grande maioria dos filmes e séries são feitas por homens e sobre homens. As mulheres são apenas pessoas secundárias que servem como ferramenta na história: ou o interesse amoroso, ou a pessoa a ser salva, ou uma parente do protagonista. Por isso filmes como Jogos Vorazes em minha opinião são tão importantes para as jovens adultas e adolescentes. Pois finalmente temos uma personagem forte cujo principal interesse é permanecer viva e não conquistar um grande amor.

 Já andei lendo por aí que feminismo anda na moda. Acho ótimo o movimento estar na boca do povão. Precisamos cada vez mais de mulheres e homens discutindo nossas manifestações e desejos. Já era hora dessas mulheres famosas usarem sua relevância para darem voz a um movimento que prega a igualdade. Já era hora dessas mulheres se assumirem feministas sem medo. Reese Whiterspoon lançar o movimento #askhermore que tenta dar um fim as perguntas imbecis no tapete vermelho e em coletivas para atrizes foi uma das sacadas mais geniais dentro do cinema. Eu assisto prêmios de cinema há exatos 20 anos e foi muito interessante ver os entrevistadores verdadeiramente se esforçando para fazerem perguntas relevantes nesse domingo que fossem ALÉM da marca do vestido. Veja bem, AMO o tapete vermelho, amo os vestidos e as maquiagens, mas amo ainda mais ver mulheres falando sobre outros assuntos.

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Temos sorte de atualmente essas mulheres terem também finalmente firmado suas posições feministas e dito pro mundo como se sentem. É possível sim ser relevante como feminista e fazer ótimos filmes e programas. Das três coisas mais feministas que assisti na vida estão as séries 30 Rock e Parks and Recreation, respectivamente produções de Tina Fey e Amy Poehler que tratam de como é ser mulher e profissional de forma divertida e nunca esquecendo a militância feminista e uma das séries mais fantásticas que já assisti, The Fall com Gillian Anderson interpretando uma detetive que sabe bem o que quer e a hora que quer e não tem vergonha de enfrentar o patriarcado. Sigam essas dicas e pensem mais sobre o assunto: se não tá fácil ser famosa em Hollywood, imagina pra gente!

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23 de fevereiro de 2015

Por que as marcas de luxo têm colocado mulheres reais e mais velhas nas suas campanhas?

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por: Giuliana Mesquita

Talvez seja uma surpresa para alguns que marcas como Céline, Saint Laurent Paris, Givenchy e Nars estejam abrindo mão de modelos super retocadas e escolhendo mulheres mais reais para estrelar suas campanhas. Mais do que nunca, as marcas mostram uma vontade de se relacionar com mulheres mais maduras, inteligentes, com personalidade, empregos, hobbies, características suas (e só suas) e, porque não, defeitos. Afinal, existe alguém que é perfeito 100% do tempo, assim como nas campanhas?

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Trazer o mundo da moda mais perto do mundo de suas consumidoras é uma maneira inteligentíssima de criar vínculos com suas clientes (coisa que as marcas querem – e precisam! – fazer). Fazê-las sentir parte desse mundo – que elas já fazem parte, por serem consumidoras de artigos de luxo – que parecia inatíngivel.

Pensando nisso, Phoebe Philo colocou Joan Didion, escritora de 80 anos que a estilista adora, na campanha de verão 2015 da Céline. Na Saint Laurent, Hedi Slimane fotografou Joni Mitchell para o seu Music Project. Na Givenchy, Julia Roberts, que não precisa de retoques para ser uma linda mulher. Em vez de uma modelo de pele perfeita, sem rugas ou marcas de expressão, a Nars escolheu Charlotte Rampling para a campanha de sua nova linha de batons. “Seus olhos azul-piscina são cativantes, daquele jeito vilã do James Bond, bonito-mas-volátil, e isso seria verdade se ela estrelasse a campanha aos 68 ou aos 24 anos de idade”, disse François Nars ao WWD ao justificar sua escolha. O dono e fundador da marca de maquiagem é um dos principais apoiadores da beleza e da mulher.

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Esse approach pode parecer arriscado, mas é bem vindo em um mundo em que retoques acabam transformando modelos em mulheres irreais, inatingíveis e em que nada se relacionam com uma mulher da vida real, que trabalha, sai, bebe cerveja, tem insônia e retoca a maquiagem no carro e envelhece. Isso significa reconhecer (e enaltecer) as características pessoais de cada uma de nós.

Desde o desfile da Chanel de verão 2015, em que Karl Lagerfeld colocou as modelos em uma avenida parisiense protestando, com placas que diziam “Women’s Right Are More Than Alright” e “Ladies First”, muito se fala sobre feminismo na moda. E muito se fala sobre os dois assuntos não se encaixarem. Diferente do feminismo da segunda metade da década de 60, em que as mulheres queimavam sutiãs para reivindicar  nossos direitos, o feminismo do século XXI não tem cara. A feminista pode gostar de moda, usar batom, saia curta, camiseta rasgada ou cabelo desgrenhado; desde que se sinta confortável assim. Nossas características pessoais nunca foram tão enaltecidas – e a moda, agora, faz coro. Mais do que o desfile-protesto-angariador-de-likes de Karl Lagerfeld, essa sim é a cara do feminismo de 2015.

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13 de fevereiro de 2015

Vídeo: Fica Dica | Bloco Rock`n`roll, Livro e Como Conquistar um Virginiano

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

AEEEEEEE! Sexta-feira pré Carnaval MARAVILHOSA!

E pra ficar melhor ainda, tem vídeo novo no canal. o/

Neste nosso segundo “Fica Dica” a Marie vai falar de um bloco (do rock!) pra quem mora no Rio, a Carol indica (mais um!) livro incrível e cheio de misticismo, e a Nuta responde um email de leitora sobre amor e signos. Tá muito bom e a gente tem certeza (será? hahaha) que vocês vão curtir. Clica aí pra dar o play:

Estamos muito felizes com o feedback de vocês sobre o canal. Muito obrigada pelos comentários e sugestões. Vocês são demais!

Pra ver e acompanhar outros vídeos nossos é só clicar aqui e se inscrever!

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12 de fevereiro de 2015

Além da Androginia: A distinção de gêneros está cada vez menor na moda

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

A androginia na moda pode não ser nenhuma novidade, principalmente no guarda-roupa das mulheres. Já em 1920 por exemplo, a estilista Coco Chanel investiu em suas coleções, roupas que até então, eram desenhadas exclusivamente para homens. (Falo mais disso no post: A volta da estética e do comportamento feminino dos anos 20). Já em 1940, a atriz Marlene Dietrich explorava o guarda-roupa masculino, usando calças compridas, terno e gravatas.

Garotas sempre garimparam na seção masculina e logo, esse estilo ganhou nome e ficou conhecido como tomboy, caracterizado por peças masculinas clássicas e sociais. Anos depois, o estilo ganhou um irmão, o boyish, com foco em peças masculinas de pegada street, mais modernas e despojadas.

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Mas quando essa distinção de gêneros começou a dar sinais que chegaria ao guarda-roupa masculino? Eu diria que os anos 70 teve e tem, um papel muito importante nessa história. Foi quando a roupa se consolidou como uma plataforma de manifestação contra o sistema, uma revolução cultural. A década de 1970 lançou o primeiro movimento antimoda, fazendo com que as tendências da rua, fossem assimiladas para a passarela e não mais ao contrário. Foi nos anos 70 que tivemos David Bowie, com seu personagem andrógino,  Ziggy Stardust, foi nos anos 70 que homens começaram a usar cor novamente e colocaram no armário peças amarelas, lilás, vermelhas…  algo que não era comum desde os anos 20. Foi nessa época também o início das peças unissex, ou seja, peças feitas para serem usadas pelos dois sexos, como por exemplo, a famosa calça boca de sino.  Hoje em dia está cada vez mais comum encontrarmos homens na seção feminina, atrás da calça skinny perfeita ou de peças mais ajustadas. Uma das pessoas nos dias de hoje que representa mais essa quebra de gêneros seria a cantora Conchita Wurst.

Mas passar de androginia, peças unissex para a anulação total do “para meninas” e “para meninos” é um longo caminho. Mas acredite, está sendo traçado. Setembro do ano passado, dei uma entrevista sobre isso para o site Delas, do IG, falando que cada vez mais eu observava que as pessoas não se importavam mais se era feito para o sexo masculino ou feminino, se elas gostavam, elas usavam.

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Esse movimento está ficando tão forte, que não foi surpresa quando em janeiro desse ano, na semana de moda de Milão, Miuccia Prada apresentou sua coleção de inverno masculina e pré-fall feminina juntas e colocou na passarela da Prada, elementos femininos e masculinos mesclados de forma nada óbvia e com um objetivo claro: Acabar com divisão de peças de homem e peças de mulher. Além disso, na cadeira dos convidados, um manifesto, pela discussão dos gêneros na moda. Well done Miuccia. Mas a Prada não foi a única grife a seguir esse caminho. De uma forma muito mais clichê, mas ainda sim levantando o mesmo tema, tivemos na mesma semana de moda masculina em Milão, Gucci e na Empório Armani, homens maquiados.

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Para quem acha que a mudança só está nas passarelas, a loja de departamento inglesa Selfridges anunciou semana passada que vai abolir o conceito de seção masculina e feminina, tornando todas as suas roupas, unissex. A novidade não para aí: Eles também vão abolir os manequins de homens e mulheres, e vão apresentar as peças na vitrine de uma forma diferente. A Selfridges sempre foi precursora. Em 1909, foi uma das primeiras lojas a reunir as mulheres de elite com as mulheres pobres. Além disso, também se posicionou a favor do voto feminino em 1910.

O que a gente espera é que seja um caminho sem volta, e que um dia, não seja possível determinar o que é “roupa de homem” e “roupa de mulher” e que a moda seja livre, como a vida deveria, para ser e vestir o que quiser, sem julgamentos.

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