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21 de novembro de 2014

Chega de Fiu Fiu: conheça o documentário que vai ajudar a acabar com o assédio sexual nas ruas

Por Carol Guido / carol@girlswithstyle.com.br

Lembro direitinho a primeira vez que ouvi falar na campanha “Chega de Fiu Fiu”. Tava navegando no mar de inutilidades do meu feed do Facebook e me deparei com este banner:

fiufiu4Achei a arte tão linda e a mensagem tão impactante que parei pra ler. A campanha era resultado de uma pesquisa sobre o assédio sexual em locais públicos e os resultados… Bem eu só não achei chocantes porque sendo mulher sei muito bem o que a gente passa todos os dias só de andar na rua.

infografico-chega-de-fiu-fiu

Depois disso, fui procurar saber quem estava por trás desta iniciativa maravilhosa. E cheguei ao site OLGA, em que nunca mais consegui deixar de acessar um diazinho sequer. Por lá eu ampliei minha visão do feminismo, aprendi e conheci a mulher incrível idealizadora deste projeto, a Ju de Faria. (Quem lembra do “5 Coisas que não dou a mínima” que fizemos com ela? E de quando o GWS foi convidado pelo Olga pra participar de um debate no Youpix?)

fiufiu1

Desde que foi pro ar, o OLGA tem criado mais formas de lutar contra o assédio sexual em locais públicos e a empoderar mulheres para se unirem à causa. Primeiro, veio o Mapa Chega de Fiu Fiu, que através da contribuição das vítimas, mapeia locais onde assédios aconteceram e identifica regiões onde o problema é mais recorrente.

Agora o OLGA está lançando talvez o maior e mais importante projeto desde a sua existência: o documentário “Chega de Fiu Fiu”. Através dele, as responsáveis pelo doc vão criar um diálogo entre as vítimas, os agressores e especialistas no tema. Na palavra delas mesmas: “Essa abordagem permite uma visão completa sobre o assunto, investigando suas causas, suas motivações, seu contexto social e soluções para a violência.”

Esta iniciativa é um grande passo para a conscientização da nossa sociedade e renovou a minha esperança em um mundo melhor. De verdade.

Dá só uma olhada no vídeo do projeto pra entender melhor:

Se você curtiu a ideia e quer ajudar este documentário sair do papel, vai lá no Catarse dar uma olhada. Você pode contribuir com o valor que puder, a partir de R$10.

Também dá pra ajudar divulgando e espalhando pra quem você conhece. Quanto mais pessoas souberem do projeto, mais as chances dele se tornar real e com ele, um dia a dia mais tranquilo, feliz e justo pra todo mundo, mas acima de tudo pra nós, mulheres.

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19 de novembro de 2014

Save the date: Bazar Day GWS dia 07/12

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Save-the-Date-Bazar-Day-02

É isso mesmo! Salvem a data, pois estamos preparando um evento muito legal com ciclo de palestras, bazar com roupas selecionadas por nós, comidinhas e bebidinhas, além de vocês e nós, nós e vocês, juntinhas! Hahaha

Em breve vamos soltar mais informações, como local, horário e programação. Mas já adiantamos que vai ser tipo imperdível! Vamos bater muito papo, abordar temas como autoestima, estilo, consumo consciente e feminismo durante uma tarde inteira. É pra levar as amigas, as irmãs, as mães, as namoradas… <3

 

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Primeiramente boa noite #46 – Dayoff

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por Gian Lucca:

#46

 

Acordei às 17

segunda-feira

toddynho

dormi de novo

vassoura

fiz faxina

voltei pra cama

tomei banho

fiz um sanduba

light

o quejo tava podre

saí pro supermercado

que mercado o quê

padaria

é mais caro

volta

fui pro Subway

15 ou 30

centímetros

30

15 é pouco

frango

bem passado

cheddar

na medida

digestão

passeio no bairro

frio

no parque só cachorro

cagando

liguei o ipod

tinha nada

caminhei cantando

the album leaf

mas não canta

na frente da sua casa

respirei fundo

22

horas

mais frio

mudei de bairro

futebol

avenida grande

big city

mas ainda é segunda

jovens

vibe

tem nada

gatorade

maracujá

cheiros

tava voltando

medo

rua escura

táxi

débito

pijama

batman

dormi de novo

era sonho

tudo

você

eu

nós

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18 de novembro de 2014

Slow Fashion: O que é essa nova forma de consumir moda?

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

Eu me lembro bem quando comecei a me interessar por moda. Eu era adolescente e estava naquela fase de decidir o que eu seria da vida. Eu estava mergulhada no universo da moda. Naquele tempo, as coisas não eram tão facilmente acessíveis como hoje e para acompanhar as tendências e desfiles era preciso ir na banca comprar Caras Modas e assinar Directv para ver semanas de moda. Faculdade de moda era novidade e ninguém entendia bem o que se estudava lá.

Nem o fast fashion era fast. Lembro de ver peças em desfiles internacionais que só chegavam nas araras das grandes redes 1 ano depois. Conhecimento do vocabulário de moda? Pra poucos! Lembro que em 2003 entrei na Ellus pedindo por uma calça Skinny e recebi um ponto de interrogação como resposta. Hoje, qualquer vendedora sabe bem o que é o modelo skinny, boyfriend e flare. A informação de moda está absurdamente acessível com a internet e seus milhões de sites e blogs especializados no assunto. O que está no desfile de uma grife internacional hoje, estará facilmente em poucas semanas na vitrine da sua fast fashion favorita.

Não existe mais só coleção de primavera/verão e outono/inverno. Agora também temos alto verão, pre-fall, resort e cruise. Isso tudo acontecendo em 1 ano. Semanas de moda? Já perdi as contas de quantas acontecem ao redor do mundo.

Claro, é muito legal poder comprar peças que grandes estilistas fizeram parceria com redes de fast fashion, ou ver um desfile em Milão hoje e achar uma peça inspired na semana seguinte no shopping do lado da sua casa, ou ter aquela saia linda por apenas 10 dólares. Mas será que não estamos consumindo moda rápido demais? E será que não tem nada mesmo de negativo em relação a isso?

sobre-slow-fashion

Eu parei para pensar e vi muita coisa. Das mais fúteis, às mais sérias, muita coisa está errada na forma que consumimos moda nos dias de hoje. Já reparou como de um dia para o outro ficamos uniformizados? Consumimos peças dos mesmos lugares, das mesmas referências. As pessoas que fabricam moda assistem as mesmas palestras do líder mundial de previsão de tendências. Já vem tudo mastigado. Não tem que criar nem se inspirar. Só produzir e vender, vender e vender.

Nós, consumidores, também não temos mais que criar nada nosso. O “seu estilo” já está lá, pronto para ser consumido na vitrine da sua loja favorita. É só fazer uma ronda pelos blogs de looks do dia ou passear pelos corredores de uma semana de moda para perceber que mesmo que super “”estilosas”", as pessoas parecem em sua maioria, uniformizadas. Com o tênis da vez, a calça do momento, o acessório da temporada. Mas pera aí, estilo não era algo para refletir sua personalidade?  Tudo aquilo que te torna única?

Vivemos em um tempo que a moda virou sinônimo de frustração. Hoje o legal é ser seapunk, amanhã (literalmente) é normcore e nada parece mais contraditório. E não me venha falar que você tem opção. Se saia midi godê estiver na moda, as chances de você encontrar uma saia lápis caem 80%. Se cropped é o modelo de blusa da vez, esquece, porque não vai achar aquela long que você adora. E os tamanhos e diferentes tipos de corpo? Esquece! Você tem que vestir de 36 até 46 se quer ser considerada digna de andar vestida. E a mesma calça tem que servir em você que tem 1,75 e na sua amiga com 1,58. E aí a frustração não é só fashion, bate na autoestima também. E a maior frustração de todas: A coisa muda tão rápido, que enjoamos de tudo do nosso armário em uma velocidade absurda e nunca conseguimos ter o suficiente. A indústria da moda está produzindo 52 “micro-estações” por ano. Com as novas tendências que saem a cada semana, o objetivo do fast fashion é para que os consumidores comprem tantas roupas quanto possível, o mais rápido possível.

Se a essa altura do texto você também já acha que tempos os motivos suficientes para desacelerar, imagina se eu te falar que esses são os motivos mais fúteis? Não adianta mais tapar o sol com a peneira, gente. A forma que consumimos moda está fazendo mal ao nosso planeta, a nossa saúde física e mental e destruindo vidas de seres humanos e animais.

Atualmente, a indústria da moda usa um fluxo constante de recursos naturais para produzir peças de vestuário fast fashion. No modo de funcionamento, esta indústria está constantemente contribuindo para o esgotamento dos combustíveis fósseis utilizados, por exemplo, na indústria têxtil, vestuário, produção e transporte. Reservatórios de água doce também estão sendo cada vez mais reduzidos para a irrigação do algodão nas safras. A indústria da moda também está lançando de forma sistemática, e em quantidades cada vez maiores, compostos artificiais como pesticidas e fibras sintéticas, o que aumenta a sua persistente presença na natureza. Alguns recursos naturais estão em perigo e as florestas e os ecossistemas estão sendo destruídos por coisas como a produção de fibras, levando a problemas como secas, desertificação e alterações climáticas. Isso sem falar no mais grave de tudo, o trabalho escravo. Você realmente acha sua bolsa baratex do site chinês é mais importante que a vida de uma pessoa? Acredite, tem alguma coisa muito errada e nada democrática no princípio de comprar roupas por preços irrealistas. Um salário digno é um direito humano e nós, consumidores temos que ter consciência do poder em nossas mãos. Nós estaremos no caminho certo somente quando olharmos para um vestido novo de U$8 como um alerta vermelho e não como uma boa pechincha.

A indústria mainstream da moda depende de produção globalizada, onde roupas são produzidas a partir da fase de concepção para o varejo em apenas algumas semanas. Com os varejistas que vendem as últimas tendências da moda a preços muito baixos, os consumidores são facilmente seduzidos a comprar mais do que realmente  precisam.

Então o que podemos fazer para mudar essa realidade? O movimento Slow Fashion, ou moda lenta pode ser a solução. Na contramão da produção de roupas massivas e de baixa qualidade, o slow Fashion defende a criação de peças atemporais, feitas à mão, com tecidos naturais e duráveis além da produção em baixa escala e em locais que funcionam mais como ateliês do que como indústrias. Aqui no Brasil, uma das marcas que já trabalha esse conceito é a paulista Honey Pie.

O slow fashion acredita  na reutilização das peças, de compras em brechó, em peças feitas na costureira e no escambo e compartilhamento entre amigos e familiares da mesma peça. E eu pessoalmente acredito que essa é a forma mais fácil de praticar slow fashion.

Por que vamos ser realistas? Na vida prática ainda é muito difícil viver sem as facilidades que o fast fashion apresenta. Nosso salário nem sempre é compatível com a vontade de comprar peças de ateliês, a facilidade de parcelamento das grandes redes também ajuda e a lista de “vantagens” não tem fim. Mas quando a gente acredita em uma coisa, temos que fazer ela acontecer.

Por a gente acreditar tanto nisso, sentirmos vontade de fazer alguma diferença no mundo. E foi assim, conversando sobre consumo consciente que tivemos a ideia de fazer um evento com essa proposta. Quantas peças até sem uso que você comprou em alguma fast fashion está aí, parada no seu armário? Ou com certeza você também tem uma calça jeans que você amava, mas não te serve mais. E tem um monte de gente como você, inclusive, eu. No dia 07/12/14 (anotem aí na agenda de vocês), o GWS vai fazer um evento em Botafogo, Rio de Janeiro, misturando tudo que a gente acredita: Consumo consciente e autoestima. Amanhã vamos falar mais sobre isso aqui e nas nossas redes sociais, então, fiquem ligadas.

Por enquanto eu espero que vocês tenham captado a ideia. Se você se tornar mais consciente na hora de consumir, com certeza irá refletir de alguma forma nas indústrias. Se o desinteresse por esse consumismo exacerbado for cada vez mais aparente, uma hora a indústria acabará se adaptando aos novos perfis de consumidores. Seja a mudança que você espera do mundo.

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17 de novembro de 2014

Paraíso nerd em NY: Forbidden Planet e New York Costumes

Por Carol Guido / carol@girlswithstyle.com.br

O paraíso nerd e da fantasia em NY fica no mesmo quarteirão, facinho de chegar e colado na Union Square (com certeza você vai passar por lá se fizer uma viagem pra cidade).

As duas lojas incríveis “Forbidden Planet” e “New York Costumes” ficam a menos de 100m uma da outra e foram gratas surpresas pra mim (e pra minha mãe!) num dia de rolé meio sem compromisso.

Mas agora deixa eu te falar logo porque eu achei estes lugares tão sensacionais e imperdíveis. É pra botar no roteiro, fato!

Forbidden-Planet

Forbidden Planet

Eu já tinha ouvido falar muito bem desta loja por pessoas que foram visitar a megastore que eles tem em Londres. Os caras são especializados em quadrinhos, toys, action figures e tudo mais que envolve o universo nerd e suas adjacências.

Quando entrei na de NYC fiquei apaixonada. Apesar de não ser tão grande, sabe quando dá até palpitação de tanta coisa legal pra ver? Então, eu fiquei assim. Até meio nervosa. hahaha

O acervo tem de Star Wars, Star Trek, Doctor Who e o Exterminador do Futuro, até heróis Marvel e DC, A Hora da Aventura, séries tipo Breaking Bad e por aí vai.

São paredões enormes de quadrinhos, mangás, graphic novels. Toys, Pop Vinyls, bobbleheads, action figures de todos os tipos e tamanhos. Rolam também ítens de papelaria, bottons, canecas, camisetas, chaveiros e bugingangas em geral que vão te falar “shut up and take my money” a cada passo lá dentro.

Sim, não vai ter como fugir. Você TEM QUE IR.

(As fotos não ficaram meio tremidas. =/ Ainda tô aprendendo a usar a GoPro.)

Onde fica: 832 Broadway

New-York-Costumes

New York Costumes

Eu tava procurando um arco e flecha de Jogos Vorazes pra minha prima e o vendedor da Forbidden me falou pra tentar nesta loja. Eu não tava dando muito, mas fui.

CA-RA-CA. Que lugar!

Quando abrimos a porta parecia que a gente tava entrando num universo paralelo. Eu juro que nunca vi um lugar tão completo e com a decoração mais irada.

Como o próprio nome já diz, eles são especializados em fantasias e cosplays. Só que eles não tão neste mundo pra bricadeira e o arsenal é algo surreal, tem muita coisa mesmo.

Pra gente não se perder, a NYCostumes é dividida em seções do tipo “Terror”, “Elfos e Fadas”, “Bruxas”, além das dedicadas a filmes mais populares tipo “Star Wars”, “Senhor dos Anéis” e “Harry Potter”.

Fora que a loja parecia ter um tamanho normal, mas ela se expande conforme você vai andando pros fundos e assim, não acaba. hahaha

É demais. Já que você tá ali do lado, apenas VÁ.

Onde fica: 104 4th Ave

 

E ai, o que acharam das lojas? Não são iradas?

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