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1 de setembro de 2014

Coursera: Faça os melhores cursos do mundo de graça

Por Carol Guido / carol@girlswithstyle.com.br

coursera

Se tem uma coisa que faz toda a diferença na vida de uma pessoa é o acesso a educação. E tem gente que sabe disso muito bem e não quer ficar deixando esta responsabilidade pro governo.

As pessoas que tô falando são dois professores de ciência da computação da Universidade Stanford, Andrew Ng e Daphne Koller, que criaram o Coursera.

Coursera é uma plataforma de educação que tem parceria com as melhores universidades do mundo, para oferecer cursos on-line para todos. Gratuitamente.

Pra ter uma noção, são 62 instituições de ensino com eles, entre elas a Yale, Stanford, Brown, University of London. Dá pra ver todas aqui. É realmente maravilhoso.

Sabemos que vocês gostam de aprender, por que nós também somos assim. Sabemos que gostam de participar de cursos, palestras, workshops desde que sejam agregadores pra vida e pra carreira. Por isso, apesar de ter conhecido a plataforma há um tempão, não poderia deixar de dar a dica quando a ideia do post surgiu. Temos certeza que vai ser útil pra alguém.

Que cursos existem? Qual a duração? Pra que servem?

A diversidade e utilidade são imensas. Existem cursos de direito a saúde e biologia. Tem arte, negócios, sociologia, engenharia, nutrição… Veja todos os cursos aqui e vá filtrando sua busca.

Você pode selecionar o idioma das suas aulas, mas dependendo do que escolher, pode não ter muito material pra você. Sem dúvida quem fala inglês tem mais conteúdo disponível pra aprender.

A duração depende muito do curso. Tem alguns pequenos, de 4 ou 5 semanas, outros maiores, de 10, 12, até 17 semanas.

Como funcionam as aulas?

Existem os cursos avulsos e as especializações, que são uma combinação de cursos que, juntos, dão formação especializada sobre aquele determinado assunto.

Eu já fiz dois cursos, um eu não terminei e o outro ainda estou fazendo. Pela minha experiência funciona assim:

Você faz seu cadastro no site, se aplica pra um curso e aguarda o dia dele começar. Daí, teus professores vão dispinibilizar o material de toda a semana pra você se organizar e assistir da forma que preferir. Mas pra ter seu certificado de conclusão, não perca o prazo de envio de exercícios para a avaliação. Tem que ter disciplina. Em geral toda semana tem algo pra fazer, mas os prazos de entrega são bem razoáveis.

Recebo algum certificado?

Sim! São dois tipos de certificado no Coursera, o com e o sem certificação digital.

Os sem certificação são os que tem em todos os cursos que estão no site. Se você assiste as aulas, entrega os exercícios no prazo e passa, é este que você vai ter. Sem pagar um centavo.

O com certificação digital está disponível para alguns cursos e custam $49. A vantagem é que com este, há a segurança total que você que está assistindo as aulas e por isso, é mais aceito como comprovante de conclusão.

Alguns exemplos de cursos aleatórios e legais que achei por lá:

The Music of the Beatles 

The Music of the Rolling Stones, 1962-1974 

Introduction to Music Production 

Creative Problem Solving

Managing Fashion and Luxury Companies

Creativity, Innovation, and Change

A missão dos caras é construir um futuro onde todos tenham acesso a uma educação de qualidade. Eles querem capacitar as pessoas pra que elas possam melhorar suas próprias vidas, as vidas de suas famílias e comunidade.

Eu já tô finalmente concluindo um curso e mega feliz com o aprendizado. E vocês, tão esperando o que pra começar a aprender o que quiser?

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28 de agosto de 2014

Sandálias Birkenstock de volta para o verão 2015!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

birkin

Criadas pela primeira vez no século 18 por um sapateiro alemão, as sandálias Birkenstock ou Birken, que tiveram seu último grande hit no começo dos anos 2000 está de volta. De solado grosso de borracha ou cortiça e tiras largas de couro, as sandálias super confortáveis já foram amadas e odiadas ao longo da história da moda. A bichinha é tão contraditória que, por exemplo, na França são chamadas de jolie laide, algo como “belas feias”.

Poucas pessoas sabem que a Birkenstock não é só um modelo, mas também uma marca e rolam boatos fortes de que vão abrir uma loja no Brasil ainda este ano. Não sabemos bem o que trouxe o modelo de volta às tendências, mas uma grande aposta minha seria toda essa onda normcore, que nada mais é do que a tendência do ser “normal” e normal é algo extremamente ligado ao conforto.

Na griga, Céline e Givenchy foram algumas das grifes que já criaram suas “birkens” e as marcas nacionais já estão lançando suas apostas pro verão 2015.

birken-vitrine

1. Com pelos – Youcom – R$ 149,90

2. Laranja – Dafiti - R$ 33,90

3.  Com tachas – Arezzo – R$ 219,90

4. Brilhante – C&A - R$89,90

5.  Étnica – Schutz – R$ 290,00

Serão essas sandálias depois do tênis de salto, o novo “sapato feio” que os fashionistas vão amar?

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27 de agosto de 2014

Primeiramente boa noite #36 – Amor, casórios & perrengues

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por Gian Lucca:

#36

Hoje eu recebi a notícia que mais um casal de amigos vai casar. Eu fico tão feliz com essas notícias que nem sei explicar. Os pombinhos já mandam eu pensar no outfit de design arrojado e nas alegrias da festa pra eu providenciar. Cerimonias de hoje em dia não tem arroz, tem especiarias-especiais, e isso deixa as coisas muito mais alegres e sustanciosas. A comida não pode falhar por nada e o bem-casado tem que ser aquele assado certinho pra não ter gosto ruim. Bastante açúcar pra pressão arterial ficar gostosinha. É sempre bom também pensar na localização pra conseguir um hotel por perto. Casamento sempre rende uma transa entre convidados e essa é a melhor parte. Galera fica emocionada e rola uma trepada sem compromisso com as turmas que se juntam. É impressionante também como nessas festas os garçons que viram seus melhores amigos. Você ama eles mais que tudo. Cria um vínculo absurdo, fala da vida e no intervalo pede pra encher o copo. Melhor open-bar. Claro que há excessões, tipo no casamento do Felipe Dylon e da Aparecida Petstróvsky, onde os convidados pagavam pela dose de whisky. Absurdo sem fim.

Tava conversando com uma amiga em comum, falando desse casamento e dizendo que esperamos ter companhia pra ir na cerimonia. Daqui um ano a única coisa que eu espero é estar sei lá, apaixonado, de romance, pra na hora do chororô de ver os amigos no altar falar baixinho no ouvido do amante “a gente vai casar assim bonito igual eles” etc. Bem cafona e gostoso. Sempre pensei em casar na praia. Os garçons ficariam parados com um isopor cheio de bebidas, na cerimônia todos estariam bebendo uma água de côco e queria uma decoração com mesas de prancha de surf e panos brancos. Tô viajando? Esses tempos perdi um casamento em Caraíva, na Bahia, e a noiva a-p-e-n-a-s chegou no altar de canoa. Cara, imagina isso? Pôr do sol, canoa, casamento, amigos, areia… E claro, o homem da sua vida alí. Porra, Deus, eu quero isso aí.

Nem tudo é festa e existem muitos problemas a serem enfrentados até você ter a certeza que aquela pessoa é a que você quer levar pro altar pra viver pro resto da vida. Um exemplo simples é se ela faz bem um sexo oral ou fica com nojo dos seus pentelhos. Peguei pesado? Tem que rolar uma preparação pra tudo. Meu último romancezinho, logo nas primeiras trepadas/dormidas em casa, viu que eu tava com o pé frio e foi lá esquentar. Isso é fofo e isso prova que aquela pessoa não é louca dos nojinhos. A galera tem essa de ter nojo de pé. Se tem nojo de pé, imagina do resto? O gosto do esperma é ruim, mas você tem que levar ele numa boa porque na verdade ele nada mais é do que um prêmio que você ganha depois de ter um puta trabalho pra aquilo sair. Tô sendo bem sincero hoje.

Acho que era isso. Espero que a gente daqui um ano arrume um par de vaso, arrume a metade da laranja etc. Mombojó dizia assim: “já que eu não engulo pílulas, vou tomar vitamina C”. Sempre existe uma alternativa. Obrigado a nós, viva o amor e semana que vem tamo junto.

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26 de agosto de 2014

Mitos e verdades sobre gordura, magreza, saúde e a tal felicidade

Por Girls With Style / gws@girlswithstyle.com.br

Por Pollyanna Assumpção:

10627686_10203849217443807_1293928598_oIlustração da maravilhosa Negahamburguer! ♥

“Toda mulher acha que podia perder 2 quilinhos”. Você já deve ter ouvido essa frase que parece até engraçadinha mas na verdade só mostra o quanto estamos insatisfeitas com nossos corpos desde que nos lembramos deles. A Jana falou bem sobre isso no desabafo, sobre a culpa e minha amiga Rafa. É difícil encontrar uma mulher que não esteja de dieta, evitando carboidratos depois das 18h, ou jantando uma saladinha porque “é mais leve”. É fácil encontrar também uma mulher que comprou uma roupa um número menor “porque vai caber quando eu perder uns 5 quilos”.

Vou contar um pouco da minha experiência pessoal pra vocês. Quando eu era criança, minha mãe conta que eu só tinha pé e pescoço. Eu parecia um filhote de girafa, muito magrinha, muito alta, com um pé enorme. Já calçava 39 aos 9 anos de idade. Mas um belo dia eu comecei a ficar gordinha. Fiz minha primeira dieta com 10 anos. Estava na 4a série e lembro que meu apelido era Pollygorda. Esse apelido me perseguiu por todo o ensino fundamental. Não importava o quanto eu emagrecesse, eu continuava gorda. Eu me olhava no espelho perto das minhas amigas de 1,50 de altura e 40 quilos, enquanto eu com 1,76 e 70 quilos aos 12 anos me achava enorme. Grande. Gorda. Hoje pego minhas fotos daquela época e me acho magérrima. Penso quão bom seria voltar a ter aquele corpinho de 12 anos. Continuo não satisfeita com meu corpo, como vocês podem perceber.

Ao longo dos meus 31 anos eu nem consigo mais lembrar quantas dietas eu fiz. Cheguei aos 100 quilos duas vezes. Me senti um lixo em ambas. Sofria porque estava gorda, comia pra me sentir melhor, engordava mais, me sentia um lixo, comia mais e o ciclo nunca acabava. Nesse período tomei anfetamina pra emagrecer duas vezes. O tempo que tomei afetou meu sistema nervoso de tal modo que dormir hoje em dia é um sacrifício. Nunca tinha sido antes do remédio. Consegui a receita em um médico carinhosamente apelidado de Dr. Caveirinha. Perdi 20 quilos na época. Lembro que eu falava rindo “morro, mas meu caixão não vai ser feito por encomenda pro meu tamanho”. Depois que parei os remédios eu resolvi ir pra academia. Posso dizer que foi um período agradável onde descobri atividades que realmente apreciava. Mas honestamente? Não perdi nem 20% do peso que perdia tomando remédio. E eu chegava a passar três horas na academia. No início do ano arrumei um emprego e tive que parar de malhar. Engordei uns seis quilos em 3 meses. Comecei a dieta Dukan, aquela que você não come carboidrato. Perdi todos os quilos ganhos em um mês. Gostaria de dizer que ainda estou nela. Não me envergonho. Mas hoje me acho uma pessoa tranqüila, como as chamadas “besteiras” às vezes e a dieta acaba me ajudando a manter o peso perdido sem um sacrifício muito grande.

Se você chegou até aqui, gostaria de dizer que nesse tempo todo de vida, mesmo quando cheguei a 100 quilos, nunca tive glicose ou colesterol alto. Nunca deixei de fazer atividades normais do dia a dia. Nunca deixei de fazer sexo, inclusive as duas vezes que engordei assim eu estava namorando. Nunca me senti doente ou inapta. Minha saúde, aquela que os gordofóbicos adoram alegar como motivo para fiscalizar o corpo alheio estava em perfeita ordem.

O que eu me sentia era feia, horrorosa e diferente. Há pouco tempo uma amiga minha passou no concurso público e foi lá fazer os testes admissionais. Ela descobriu que por causa de um antigo colega de trabalho no outro emprego, ela estava com a bactéria da tuberculose encubada no seu organismo e embora não estivesse doente, precisaria fazer um tratamento de seis meses. Uma das médicas que a atendeu pareceu não se preocupar muito com isso, apenas com o fato de que minha amiga estava… obesa.

Minha amiga tem mais ou menos 1,75 e 80 quilos. Ela não é magra, mas ela definitivamente não está obesa. Quem não conhece uma história similar? De alguém que foi ao médico por QUALQUER MOTIVO e saiu de lá com uma recomendação de dieta e uma folhinha safada de dieta dos pontos? Doutora senhora médica: O que minha amiga vestir 48 tem a ver com a tuberculose ou a impede de exercer a função no concurso público que ela passou? Então por que isso te incomoda tanto?

Outro dia também a Nuta me contou que uma amiga realmente obesa foi fazer uma cirurgia em que ela teria que abrir o abdômen. A cirurgia correu bem, mas a garota se assustou quando observou no espelho que tinha pontos estilo “costurei um porco” e pasmem, sem umbigo. Ao questionar o médico ele disse, assim na cara lavada: “Mas que diferença que isso faz pra você?” Fazendo uma referência clara ao peso dela.

CLARO. Uma mulher obesa não pode se amar, ser desejada e receber o mesmo cuidado e respeito que uma mulher magra. Afinal, ela não deve ter vaidade. Pois essa amiga da Nuta tem um marido apaixonado, ama comprar lingeries e sim. Se acha linda. A quem interessar possa, sim, ela processou o médico.

10491092_628819847237562_1282659016427355329_nIlustração da maravilhosa Carol Rossetti! ♥

Todo dia eu abro o G1 e tem na página principal uma reportagem sobre alguém que se tornou vitorioso e  iluminado e perdeu 40 quilos e agora é  feliz. Porque antes ele não era feliz. Ele não era feliz porque ele era gordo. Mas o que leva alguém gordo a ser infeliz por ser gordo? É o que leva as negras a quererem cabelo liso e as orientais a fazerem cirurgias para aumentarem os olhos? Um padrão imposto pela sociedade que precisa vender alguma coisa e pra fazer isso funcionar você é oprimida pra se sentir FEIA. Nada acontece por acaso.

Você se depila porque um dia uma fábrica queria vender lâminas, depois uma loja queria vender serviço de depilação a cera. Você pinta a unha porque uma marca de esmaltes disse que é bonito e foi apoiada por dezenas de outras marcas de outros produtos de beleza que hoje gritam todo dia em todos os cantos QUE VOCÊ SÓ VAI SER BONITA SE FOR ASSIM. Vejam bem, meninas: eu acho que vocês devem fazer o que quiserem para se sentirem bonitas, mas visão crítica é muito importante. Você deve saber porque você quer ser assim. Você não deve apenas aceitar que ser magra é bonito sem ao menos se perguntar porque você acha isso. Eu também acho que ser magra é bonito, a sociedade lavou meu cérebro direitinho, mas deixei esse sonho pra trás há algum tempo. Hoje meu objetivo é apenas caber em roupas de lojas de departamento porque né, se você veste mais de 46 isso se torna uma missão quase impossível. Mas  me incomoda o fato de tantas mulheres não conseguirem caber. Se sentirem feias e não aceitas dentro do provador.

Eu gostaria que o G1 dedicasse a mesma quantidade de páginas sobre pessoas que tem graves distúrbios alimentares como anorexia e bulimia como dedicam àquelas que “mudaram de vida” porque emagreceram. Eu gostaria que eles escrevessem sobre os riscos dos suplementos alimentares como escrevem sobre os riscos do açúcar. Eu gostaria de não abrir o Ego e ver a chamada da matéria começar com “mais magra, fulana passeia com amigos” ou “mais gordinha, fulana usa vestido rosa que marca a barriguinha saliente em premiação”. Mas principalmente, eu gostaria de ver pessoas acima do peso deixando de serem tratadas como doentes. Quando uma pessoa está emagrecendo ela só recebe elogios. “Nossa que diva, quanta força de vontade”, “Amiga, passa a dieta” E nessa, às vezes vemos mulheres perderem peso sem fazer a menor ideia de como isso aconteceu. E pode ter certeza: Muitas delas conseguiram isso de forma nada saudável. Gente magra também perde o fôlego porque é sedentário. Gente magra não necessariamente é saudável, não necessariamente come bem e cuida da saúde. Ela é só magra.

Na verdade, eu queria um G1 mais honesto. Quantas daquelas mulheres mais felizes e magras não sofrem com distúrbios? Ou por anos estão se matando com remédios para emagrecer? Ou quantas delas não decidiram emagrecer mais uns dois kilinhos se privando da pipoca e guaraná no sofá com o namorado porque viram lá no G1 mesmo, uma foto sua com a “barriguinha saliente” e aquela chuva de comentários com nenhuma empatia chamando ela de gorda? Acredite até Fernanda Lima já ouviu isso.

Eu sigo lutando contra meu corpo e meu metabolismo lento de quem toma 150mg de hormônio pra hipotireoidismo por dia, porque infelizmente não consigo ser livre como tantas amigas minhas conseguem ser e são felizes com suas pancinhas. Mas eu hoje me acho bonita, coisa que não me achava aos 12 anos, mesmo vestindo 44. Eu enxergar minha beleza, enxergar a lavagem cerebral feita pela mídia e pela indústria é minha vitória pessoal.

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25 de agosto de 2014

Virginianos

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

virgem

Dia 23/08 demos início aos nascidos sob o signo de virgem. Virginianos esses seres mais mal compreendidos do zodíaco. A vida é cheia de contradições e ser virginiano talvez seja uma das maiores provas disso. Gostamos de resumir, definir, rotular e separar tudo em uma ordem imaginária (às vezes não tão imaginária assim), mas nós mesmos somos bem complicados para descrever em algumas palavras.

Quem nunca leu por aí que virginianos são discretos? De quebra, com a descrição, textos dizendo que adoramos looks caqui e acessórios pequenos e discretos. Eu nunca conheci um virginiano com um estilo discreto. Já conheci librianos, capricornianos e até geminianos, mas jamais um virginiano.

Eles precisam de assinatura, de características marcantes, precisam mostrar pro mundo que são fortes e entendem a importância da linguagem estética. Precisam do bigode do Freddie Mercury, dos cabelos de Amy Winehouse das jaquetas de Michael Jackson, da ruivice de Shirley Manson. Todos esses, claro, virginianos.

Constumo dizer que virginianos são uniformizados dentro da sua própria extravagância. Enquanto ao longo dos anos, a maioria dos signos muda de cabelo, de estilo e de opinião, o virginiano permanece imutável. Pro mundo, uma pessoa segura, certa de todas as suas escolhas, muito certo de quem é. Virginianos não são apenas fervorosos quanto ao que acreditam, eles costumam refletir e pesquisar bastante sobre o assunto e não são de fugir de uma discussão. Virginianos são grandes observadores e facilmente dominam um debate e também podem ser bem persuasivos.

Contraditório são os virginianos. Porque sim, somos discretos. Aquela pessoa mais alegre e comunicativa da festa, com o vestido vermelho, teve que respirar fundo antes de sair de casa e enfrentar o mundo. Somos cheios de medo e inseguranças. De sermos julgados, de sermos rejeitados, das pessoas perceberem que não somos tão bons quanto gostaríamos de ser. Às vezes tudo que um virginiano quer é passar batido e não ser notado, mas sua grande armadura não é sumir na multidão e sim, se destacar nela.“Quanto mais insegura me sinto, maior tem que ficar meu cabelo”, já dizia Amy. Contraditório, né? Pois é o que somos.

Passamos a vida inteira em busca da perfeição e temos certeza absoluta que só nela se encontra a felicidade. Virginianos são constantemente considerados fúteis. Thom Yorke pode ser até libriano, mas soube cantar como ninguém a agonia virginiana. “I wanna a perfect body, I wanna a perfect soul”.

Os virginianos têm um alto nível de exigência pessoal, repetindo rituais quantas vezes forem necessários, na busca da perfeição. Pretty hurts, já dizia a virginiana Beyoncé. Essa busca pela perfeição é o grande ponto fraco dos nascidos sob esse signo, pois se concentram muito no objeto e esquecem do todo, perdendo a visão universal das coisas. Tá aí Michael Jackson que não me deixa mentir. A maioria das pessoas não entende que essa busca, não é tão fútil quanto parece. O excesso de criticismo e minúcia, nada mais é do que um eterno desejo inconsciente para chegar mais perto da própria elevação, do divino, pois entendem que sendo perfeitos estão mais próximos de Deus. Afinal, Shaka era o cavaleiro mais próximo de Deus.

Parecem frios e interesseiros, cobrando muito dos outros, mas principalmente de si mesmos. Procuram se rodear de pessoas úteis, com qualidades que eles não possuem, porque acreditam que construir e melhorar faz parte do sentido da vida. Não são fãs de namoro grude, de chamego exacerbado, nem de colo de mãe, mas contraditório que só eles, são campeões em relacionamentos de dependência do tipo mais doentio possível. A dependência física pode ser pequena, mas a emocional é gigantesca até o momento que isso… Muda. Virginianos podem parecer cruéis por causa da facilidade com que se desapegam, mas o lado analítico deles não permite que se aborreçam por muito tempo. Mas não se engane: Virginianos amam demais. Do jeito deles, meio frios, meio distantes, mas demais. Talvez um dos signos mais família do zodíaco. Apenas mais uma contradição.

Virgem é regido por Mercúrio, Hermes na mitologia grega. O mensageiro dos deuses, aquele que transitava entre o céu, a terra e o inferno. “As above so below”.  Um dos signos mais carismáticos do zodíaco na verdade são eternos eremitas e constantemente preferem a compania deles mesmos. Um viajante solitário. Entendem que a alegria é tão importante quanto a tristeza. E vivem intensamente os dois sentimentos.

Eu sou virginiana. Da pior espécie. Sou chata, arrogante, crítica, insegura, ansiosa, hipocondríaca, reservada, eterna insatisfeita. Sou apaixonada, dedicada, fiel, carismática e comunicativa. Tive uma dificuldade imensa de descrever as qualidades. Por isso que claro, não entendo leoninos.

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