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8 de janeiro de 2013

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A volta do vinil e das vitrolas.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@girlswithstyle.com.br

Tudo bem, a gente sabe que hoje em dia tem rádio online, itunes e tudo quanto é coisa para se ouvir música. Mas toda essa modernidade que me desculpe, nada mais gostoso que ouvir música na boa e velha vitrola.

“Hein??? Vitroooola.”

O disco de vinil surgiu no final da década de 40, com o nome de LP (abreviação de long play) e desde então se tornou presente na indústria musical, sendo o principal meio de divulgação do artista para o seu público. Por muito tempo o disco de vinil reinou no mercado. Seu primeiro concorrente, surgiu em meados dos anos 60, o K7 (a fita cassete). A novidade era o recurso de poder gravar e regravar suas músicas preferidas, mas não com a mesma qualidade que o “bolachão” possuía.

A tecnologia evoluiu e o verdadeiro vilão concorrente do vinil, o CD (compact disc) surgiu no final dos anos 80. A praticidade do tamanho, facilidade de  gravação e fabricação fez com que rapidamente o bom e velho vinil fosse condenado a virar peça de museu.

No Brasil, o CD foi tão bem aceito que, aos poucos, as gravadoras deixaram de fabricar seus LPs e K7s, e deixaram reinar nas prateleiras a mídia digital. Os equipamentos das boates também mudaram e, assim, trocaram as picapes pelos CDJs.

Já nos anos 90 surge o Napster (primeira grande rede de compartilhamento musical), MP3, itunes, ipod… e vocês sabem como a história segue.

Mas o que ninguém esperava aconteceu. Dizem que foi por volta do ano de 2007 que a nostalgia bateu bonito em uma geração que em grande parte nem vivenciou a era “analógica”. Ouve um resgate e um aumento na venda e procura de revistas, máquinas analógicas (as lomos tão aí pra provar) e por vinis.

Em 2007, de acordo com uma pesquisa da Nielsen SoundScan – instituição que monitora a movimentação da indústria fonográfica -, cerca de um milhão de LPs foram comprados, contra 858 mil em 2006. Baseado nas vendas de 2008 até agora, esse número pode subir para 1,6 milhão até o fim do ano. Enquanto isso, segundo a Associação da Indústria Fonográfica da América, o consumo do CD caiu 17,5% durante o mesmo período. As vendas de toca-discos, as vitrolas, que despencaram de 1,8 milhões em 1989 cresceram para 275 mil em 2007, de acordo com Associação de Consumo de Eletrônicos – sofreram uma reviravolta no ano passado, quando quase meio milhão foram vendidos.

Agora é possível comprar versões em vinil de vários lançamentos. Bandas da nova geração investem no vinil como Black Keys, The Kills, Arctic Monkeys e Lana Del Rey.

1. The Black Keys – Brothers Double Lp – Vinil R$159,00

2. Toca-Discos Retrô Vertical de Parede R$389,90

3. Ramones – Too Tough To Die – Discos de Vinil – LP R$145,00

4. Rádio Ribeiro e Pavani – Autorama 5W c/ USB, MP3, CD, Rádio e Vinil R$ 1.169,10

Quem curte o bom e velho vinil tocando na boa e velha vitrola?

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